Novo Endereço
E lembrei agora que em um dia comum, sem chuva e de muita alegria, onde esperava encontrar refúgio fora de um trauma.
Naquele tempo havia todos e todos apenas um diferente, este já permeava meu coração nos escanteios e sombras das esquinas da noite, apenas inflando cada desejo (esses para alguns tardio, esses a mim, novidades).
Sofrer era a opção menos sensata e juntamente uma mente apressada!
Por hora resolver esta questão era o padrão, pois tal padrão, este nativo me cegava.
- Como poderia eu vendo saber que não enxergava?
Resolvi me apropriar paixão e seu inflar, e mais uma casca cobriu meus olhos. -"Onde estava penso hoje eu?".
Mas o que não havia percebido era de qual água estava bebendo, e foi anos amargos e amargo me tornei, do dia a noite irei, da noite ai dia me embriaguei. Minha esperança era na morte eternizada por homens.
Lembrei que deixei pérolas caírem na areia enquanto meu copo se esvazia e mais um dose eu colocava.
Ainda pouco, por pouco não me libertei sombras e esquinas sombrias, meu coração não sorria, e agora mudava de endereço.
Nos lados da rua havia dois lados pra caminhar e por um tempo andei tropeçando por falta de luz, era o lado sem manutenção, era o lado sem juízo, era o lado da dor, ironia, sarcasmo ofensivo.
Meu vizinhos usam o mesmo barco que eu quando as ruas se alagam com a chuva e quanta chuva, diária, contínua, feitas de lágrimas.
Há vizinhos que lucram com a chuva, seu negócio permanece e seu banco de olhos alheios pessoal está em alta há gerações.
Antes não entendi o que importava e ainda ouço quem diz saber e se contradizer completamente.
Antes era vazio e sem forma, aceitei meu erro!
Antes sem um toque e sopro, estive caminhando sozinho e desejei no exato momento 'mal' me sucumbir ao desejos.
Dia e noite e permanece uma alegria.
Um trauma vivi e vivo, mas como uma foto em um book de formatura, está aberta a quem dizer relembrar.
Me lembra que existem pérolas a achar, e na mesma areia ainda posso caminhar, ouvir o som da mar, desejando que nenhuma pérola tenha sido levada, e mesmo que assim aconteça, saiba que posso prender a respiração.
Mudei por onde caminho na rua e existe quem permanentemente faça manutenção, achei que por um breve momento que era pura loucura, agora loucura é quem insiste em não ver com seus próprios olhos.
E descobri que tenho vizinhos desse lado também e estes trabalham e seus negócios em maioria são as fábricas de sorrisos. -"Como achei isto divertido!".
E lembrei o quanto era divertido mesmo passeando de barco e fazendo bicos com fábrica minha de sorrisos e agora entendo que não sou inovador.
De vez em quando há tempestades e comumente inicia-se com uma enxurrada de lágrimas vindas do outro lado.
Meu endereço, por um tempo esteve no meio, mas o dono da cidade me ofereceu uma casa mais próxima da outra esquina, me mudei, e pensei "Quem seria eu sem mudar de endereço?".
Logo abri um sorriso!
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